terça-feira, 28 de maio de 2013

ORQUÍDEAS DO CERRADO

Cyrtopodium triste 1.jpg



Exposição orquídeas Hadrolaelia coccinea

Cyrtopodium vernum.jpg
Cyrtopodium vernum

Cyrtopodium vernum é uma espécie terrestre/rupícula de orquídeas do cerrado brasileiro, encontrada nos campos-cerrados e de altitude. Pseudobulbos medianos em relação as outras espécies do gênero (10 a 15 cm), comumente encontrados parcialmente carbonizados devido aos incêndios anuais na estação seca.

Aparentemente esses incêndios sazonais não comprometem seriamente o desenvolvimento do gênero, visto que curiosamente quase todas as espécies de
cyrtopodium florescem após serem submetidas a essas queimadas. Evidente que o excesso de ocorrência do fogo (por vários anos consecutivos) podem sim provocar sua morte por considerável enfraquecimento.

Cyrtopodium vernum possui flores vistosas, amarelo-ouro e levemente maculada de vermelho. Haste paniculada de 30 a 50 cm. É muito perfumada e in situ sua floração é espetacular, pois geralmente suas plantas são encontradas sempre juntas em quantidades superiores a 20 exemplares por área.

Em cultivo, verifica-se certa dificuldade no florescimento do cyrtopodium vernum, mas basicamente é de fácil cultivo.

Cyrtopodium vernum floresce em setembro, primavera brasileira.



Orchidaceae Koellensteinia tricolor
http://jcnavegasol.blogspot.com.br/2009/02/arvores-do-cerrado.html


A orquídea nativa do cerrado, Cattleya Walkeriana, pode custar de R$ 30 a R$ 30 mil (Marianna Rios/CB/D.A Press)
Cattleya walkeriana

Cattleya walkeriana foi descoberta por Gardner, em 1839, próximo ao rio São Francisco(MG). Seu nome foi dado em homenagem ao seu fiel assistente, Edward Walker, que o acompanhou em sua segunda viagem ao Brasil a serviço do Jardim Botânico do Ceilão, no Sri Lanka.

O brasileiro Barbosa Rodrigues descreveu, em 1877, a Cattleya princeps, hoje considerada uma variedade da Cattleya walkeriana.

Cattleya walkeriana, hoje mundialmente conhecida e apreciada pelos belíssimos híbridos que tem produzido, é encontrada nas regiões mais diferentes do Brasil, seja crescendo sobre pedras, no Estado de Goiás, ou sobre árvores, nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais, sempre próxima às águas de lagos, rios ou pântanos. 

São plantas de cultivo extremamente fácil, que os orquidófilos do mundo inteiro já dominam. Deve-se destacar que a maioria das plantas que hoje se encontram nas coleções foram produzidas por semente ou meristema (clonagem)

A fácil adaptabilidade dessa espécie se comprova na maneira como é cultivada. No Brasil, que abriga todos os tipos de clima, temos visto a Cattleya walkeriana cultivada em vasos de cerâmica baixos e furados (chamados piracicabanos), em vasos comuns com xaxim desfibrado, em pequenos pedaços de casca de árvore (peroba, aroeira, ipê, etc.), em casca de pinheiro, em placas de xaxim ou, ainda, em muros de pedra.
 É uma planta que tolera muito bem a luz solar intensa, porém não direta. Gosta de ambientes úmidos e bastante ventilados, detestando substratos encharcados.

Em Rio Claro (175 km ao norte de São Paulo), resistem muito bem às altas temperaturas de verão (38°C), assim como às baixas temperaturas de inverno (10°C), ocasião em que devem ser protegidas do vento frio do sul e ter suas regas diminuídas.

O pico de floração é no mês de Maio, o que lhe faculta os mais variados cognomes: flor de Maria, flor das noivas, flor das mães, flor de inverno, etc. Após o aparecimento das flores, dá-se a brotação pesada, por volta do mês de Agosto, período em que deve-se intensificar as regas e a adubação para a formação do bulbo vegetativo. 

É importante lembrar que a Cattleya walkeriana pode florescer em broto especial ou em broto com folha comum (Cattleya walkeriana variedade princeps, que floresce em Setembro).

É uma planta extremamente sensível às divisões (separação de mudas). Para poupá-la, deve-se evitar a floração no ano seguinte à divisão. Com este cuidado, ela economiza forças. Quando a planta mostra os botões, deve-se cortá-los utilizando ferramenta esterilizada para evitar contaminações, vírus ou bactérias. Isto pode ser feito usando-se a chama de um isqueiro ou vela por uns trinta segundos na lâmina da ferramenta.

Nesta espécie, são encontradas as formas tipo lilás, alba (branca), coerulea (azulada), semialba (branca com labelo lilás), lilacínea (rosada), flammea (lilás com riscos púrpura), vinicolor (vinho), entre outras.
 

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NIGRITELLA NIGRA

                                               By Photo2222 - Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2...